Cultura

Cheny Wa Gune estreia conceito “Timbila AfroPop” no Mozambique Music Meeting 2026

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A cidade de Maputo prepara-se para acolher um dos momentos mais inovadores da música moçambicana contemporânea. O prestigiado músico, pesquisador e construtor de instrumentos Cheny Wa Gune anunciou oficialmente o lançamento de uma nova abordagem sonora intitulada Timbila AfroPop. Este conceito propõe um cruzamento inédito entre a tradição orquestral da Timbila, Património Imaterial da Humanidade, e a linguagem universal da música Pop, visando levar a identidade moçambicana a novos palcos globais.

A apresentação oficial terá lugar durante a edição de 2026 do Mozambique Music Meeting, que se realiza entre os dias 04 e 08 de Março, na capital moçambicana. O evento é de extrema importância estratégica para o setor, uma vez que reunirá mais de uma dezena de delegados, programadores de grandes festivais internacionais, diretores de centros culturais e especialistas provenientes de países como África do Sul, Japão, França, Portugal, Países Baixos, entre outros. O concerto de estreia do Timbila AfroPop está agendado para o dia 07 de Março, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, encerrando uma noite que contará também com as atuações de Marta Pereira da Costa, Laylizzy e Celeste Caramanna.

O conceito Timbila AfroPop define-se como uma evolução cultural com autoria, onde o património vivo dialoga com a modernidade sem perder a sua essência. Através da integração de polirritmias hipnóticas e instrumentos tradicionais como o Xitende e a Mbira numa estrutura de banda moderna, o projeto procura adequar-se aos circuitos internacionais de world music e afro-fusion. Cheny Wa Gune destaca que esta proposta apresenta uma narrativa artística clara e enraizada no património nacional, utilizando instrumentos patenteados pelo próprio músico como uma assinatura única.

A banda que acompanha Cheny Wa Gune nesta nova fase é composta por talentos como Kelvem Massangaie, Nene Cossa, Demas Massangaie e Álvaro Biché, contando ainda com a colaboração coreográfica de bailarinas da Companhia de Dança Raízes. Mais do que um concerto, o Timbila AfroPop perspetiva-se como uma plataforma de colaboração educativa e institucional, capaz de promover a interculturalidade através da fusão musical. Com um forte impacto visual e rítmico, a performance foi pensada para captar a atenção de audiências globais, transformando o património histórico numa experiência africana contemporânea e vibrante.

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