Cultura

TP50 repõe o concerto “Os Madalas: Relembrando Hortêncio Langa”

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Depois de duas sessões completamente esgotadas, o colectivo TP50 volta a apresentar, no próximo dia 30 de Julho, pelas 18horas, na Associação Cultural da Casa Velha, o concerto “Os Madalas: Relembrando Hortêncio Langa”, um espectáculo que celebra o legado artístico e humano de um dos músicos mais marcantes do país.

A reposição do concerto surge na sequência da forte adesão do público às apresentações realizadas em Março deste ano e responde aos inúmeros pedidos de quem não conseguiu assistir às primeiras sessões.

Mais do que revisitar um repertório, “Os Madalas: Relembrando Hortêncio Langa” recupera o espírito das incontáveis tertúlias musicais que reuniam amigos em torno da guitarra, da conversa e da partilha. Foi nesses encontros informais que Hortêncio Langa deixou uma marca profunda, cultivando amizades, inspirando gerações e transformando momentos simples em experiências memoráveis.

Para António Prista, membro do TP50, o concerto vai muito além da nostalgia. “Mais do que um tributo, é um reencontro com a essência de um homem cuja presença transformava qualquer espaço num lugar de encontro. Nessas noites, a guitarra passava de mão em mão, as vozes cruzavam-se naturalmente e a música tornava-se um acto de comunhão”, afirma.

Com o objectivo de aproximar as novas gerações deste legado, o TP50 está também a incentivar instituições de ensino artístico e musical a adquirirem bilhetes para estudantes de música, nomeadamente da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA-UEM), da Crossroads e da Xiquitsi.

Sobem ao palco os “Madalas” Filimone Meigos, Tomás Vieira Mário, António Prista, Marcelo Panguana, Stewart Sukuma, Joel Libombo, Eben Chonguiça, Alberto Barca, Inácio Magaia e Rogério Uthui, acompanhados por jovens músicos do TP50, muitos deles discípulos de Hortêncio Langa, numa passagem simbólica de testemunho entre gerações.

“Privámos horas incontáveis de debates, diversão e muita guitarrada. O Hortêncio não tocava apenas nos palcos; fazia da música um ponto de encontro. Bastava uma guitarra para que o ambiente se tornasse rapidamente musical, poético e profundamente humanista”, recorda António Prista.

O repertório reflecte a extraordinária versatilidade musical de Hortêncio Langa. “O estilo dele era a música”, sintetiza Prista. Da marrabenta ao jazz, da valsa ao samba, da bossa nova ao fado e até à canção francesa, o espectáculo percorre diferentes universos musicais através de composições próprias e de temas que marcaram as sessões de convívio e criação partilhadas pelo grupo.

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