Cultura – Zona Tática https://zonatatica.com INFORMAÇÃO QUE PROTEGE E ESCLARECE Thu, 23 Apr 2026 11:56:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://zonatatica.com/wp-content/uploads/2024/07/cropped-cropped-Fala-Moz-4-32x32.jpg Cultura – Zona Tática https://zonatatica.com 32 32 Governo lança estatuto do artista para valorizar a classe https://zonatatica.com/2026/04/23/governo-lanca-estatuto-do-artista-para-valorizar-a-classe/ https://zonatatica.com/2026/04/23/governo-lanca-estatuto-do-artista-para-valorizar-a-classe/#respond Thu, 23 Apr 2026 11:56:18 +0000 https://zonatatica.com/2026/04/23/governo-lanca-estatuto-do-artista-para-valorizar-a-classe/

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A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, lançou, esta quinta-feira (16), em Maputo, o Estatuto do Artista, com o objectivo de garantir o reconhecimento profissional e a protecção social dos artistas, face à ausência de enquadramento legal do sector cultural.

 A governante afirmou que o estatuto responde a uma realidade em que muitos artistas trabalham sem contrato, sem segurança social e sem protecção.

“Em muitos casos, ser artista em Moçambique significa viver da arte sem enquadramento legal para a sua actividade. Esta realidade não pode, nem deve, ser aceite por todos nós: Governo, artistas, sector privado e sociedade civil”, disse.

A proposta prevê a criação de uma carteira profissional do artista, a obrigatoriedade de inscrição na segurança social e modalidades específicas de contratação para o sector.

O documento inclui, ainda, a criação de um fundo de apoio social e incentivos fiscais, como a isenção de IVA e de direitos aduaneiros na importação de equipamentos culturais.

“A cultura não é luxo. A cultura é estrutura”, referiu a governante, explicando que o processo segue, agora, para auscultação pública, antes de ser submetido à Assembleia da República.

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Carlos Uqueio eterniza vivências, tragédias e a frágil poesia da esperança moçambicana https://zonatatica.com/2026/04/23/carlos-uqueio-eterniza-vivencias-tragedias-e-a-fragil-poesia-da-esperanca-mocambicana/ https://zonatatica.com/2026/04/23/carlos-uqueio-eterniza-vivencias-tragedias-e-a-fragil-poesia-da-esperanca-mocambicana/#respond Thu, 23 Apr 2026 11:48:57 +0000 https://zonatatica.com/2026/04/23/carlos-uqueio-eterniza-vivencias-tragedias-e-a-fragil-poesia-da-esperanca-mocambicana/

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  • Em “Repórter de Sombras e Esperança: A fotografia como testemunho da reportagem”

Carlos Uqueio apresenta esta quarta-feira, 22 de Abril, em Maputo, o seu primeiro livro, “Repórter de Sombras e Esperança: A fotografia como testemunho da reportagem”, uma obra que reúne quase duas décadas de fotojornalismo e propõe uma leitura crítica sobre o papel da imagem na construção da realidade em Moçambique. O livro cruza fotografia e texto para revisitar acontecimentos marcantes do país, como os ciclones Idai e Kenneth, o terrorismo no norte, a pandemia da COVID-19 e as manifestações pós-eleitorais de 2024. Mais do que um registo cronológico, a obra procura reflectir sobre como estes eventos são vistos, registados e interpretados através da lente do fotojornalista.

Elísio Nuvunga

A obra, que cruza fotografia e texto, é um exercício de memória e de pensamento sobre o próprio acto de fotografar num contexto moçambicano marcado por crises, transformações e desigualdades persistentes, segundo relata o próprio fotojornalista.

O prefácio de Carlos Agostinho do Rosário, antigo Primeiro-Ministro, inscreve o livro numa relação próxima com o percurso institucional do autor, enquanto a apresentação ficará a cargo do jornalista Pretilério Matsinhe, que lê o trabalho como um espelho crítico da sociedade moçambicana.

Com cerca de 18 anos de experiência, Uqueio reúne neste livro episódios marcantes do seu percurso profissional, atravessando eventos como os ciclones Idai e Kenneth, o terrorismo no norte do país, a pandemia da COVID-19 e as manifestações pós-eleitorais de 2024. Mas o foco não está apenas no acontecimento: está também no modo como ele é visto, enquadrado e transformado em imagem.

O título da obra, “Sombras e Esperança”, funciona como chave de leitura. As sombras remetem para os cenários de destruição e tensão social que marcaram o trabalho do autor; a esperança, para a persistência e resiliência das comunidades retratadas. Entre ambos, instala-se uma tensão constante entre o impacto da realidade e a sua representação visual.

“Este livro não procura respostas fáceis. Procura provocar reflexão”, afirma Uqueio, sublinhando a intenção de estimular um debate sobre o futuro do fotojornalismo num contexto em rápida transformação tecnológica e editorial.

Um dos eixos centrais da obra é justamente a crítica às mudanças na profissão. O autor questiona a crescente substituição de fotojornalistas por imagens de telemóveis ou retiradas da internet, alertando para os riscos éticos e legais dessa prática, mas também para a perda de sensibilidade narrativa que o trabalho de campo implica.

“Estive no terreno, vivi os acontecimentos e registei não só a destruição, mas também a capacidade de superação das pessoas”, recorda, para depois enfatizar que “o uso de imagens da internet sem autorização viola direitos autorais e compromete a credibilidade do jornalismo”, alerta.

Ao mesmo tempo, o livro abre espaço para uma reflexão mais ampla sobre a ausência de produção teórica moçambicana na área da fotografia. Uqueio aponta a dependência de referências estrangeiras e a fragilidade de um pensamento crítico local sobre a imagem, defendendo a necessidade de construir um arquivo intelectual próprio.

Inspirado por essa lacuna, o livro surge também como ferramenta de consulta para estudantes, investigadores e profissionais da comunicação. No seu entender, os estudantes encontram sobretudo bibliografia estrangeira. Há um vazio de pensamento moçambicano sobre fotografia

“Lembro que recebi um grupo de estudantes da UEM (Universidade Eduardo Mondlane) que estavam a fazer um trabalho de investigação acerca de alguns temas que versam acerca do fotógrafo na redacção. Constatei, à medida que íamos conversando, que estavam a enfrentar dificuldades em encontrar referências moçambicanas. Muitas das referências eram brasileiras ou portuguesas. Para Moçambique é um pouco diferente, porque há alguns fotógrafos que já não estão em vida, como é o caso do Ricardo Rangel”, que explica como surge a ideia de transformar fotografias em livro.

As experiências relatadas incluem também episódios de risco pessoal, como durante as manifestações de 2024, em que o autor descreve momentos de tensão extrema no terreno. Nesses relatos, o fotógrafo surge não apenas como observador, mas como corpo exposto dentro do próprio acontecimento.

Com uma tiragem inicial de cerca de 150 exemplares, a obra assume também uma dimensão quase experimental, num contexto em que o livro físico perde espaço para o consumo digital. Ainda assim, Uqueio acredita no seu valor como registo histórico e ferramenta de consulta para estudantes e profissionais da comunicação.

Mais do que um livro de imagens, “Repórter de Sombras e Esperança” apresenta-se como um gesto de inscrição: uma tentativa de fixar no papel aquilo que, por natureza, é fugaz. E, nesse gesto, levanta uma questão que atravessa toda a obra, o que significa olhar, hoje, para Moçambique através da fotografia?

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Casimiro Nhussi lança o novo single “Nkala” https://zonatatica.com/2026/04/23/casimiro-nhussi-lanca-o-novo-single-nkala/ https://zonatatica.com/2026/04/23/casimiro-nhussi-lanca-o-novo-single-nkala/#respond Thu, 23 Apr 2026 11:41:22 +0000 https://zonatatica.com/2026/04/23/casimiro-nhussi-lanca-o-novo-single-nkala/

O músico, bailarino e coreógrafo moçambicano Casimiro Nhussi apresenta “Nkala”, o seu novo single. O som procura afirmar a dança como espaço de liberdade, encontro e celebração do corpo, estabelecendo uma ponte sonora entre a tradição ancestral e a contemporaneidade urbana.

“Nkala” parte do ritmo tradicional dos Makonde, reinterpretado à luz das linguagens musicais actuais. O batuque ancestral transforma-se em baixo profundo e batidas electrónicas, sem perder a sua essência ritual e expressiva.

Nesta criação, Casimiro Nhussi funde os instrumentos tradicionais com sonoridades modernas, dando origem a um compasso envolvente e contagiante, pensado tanto para a escuta como para a pista de dança.

Mais do que uma canção, “Nkala” é uma experiência artística e corporal, onde o movimento livre, o olhar sedutor e a dança assumem-se como linguagem do desejo e da autonomia dos afectos. 

O tema convoca uma reflexão subtil sobre o ciúme e a posse, lançando um aviso simbólico. “Onde se dança Nkala, a liberdade é soberana. A música convida a deixar o outro ser, a permitir que o corpo se expresse sem amarras, ao ritmo de uma celebração colectiva”, diz o artista.

Com este novo trabalho, Casimiro Nhussi reafirma a sua identidade artística multidisciplinar, cruzando música e dança numa proposta que valoriza as raízes culturais moçambicanas e dialoga com o presente. 

Nkala surge, assim, como um território de libertação, onde cada batida é um hino à descoberta, ao encontro e à pluralidade das emoções humanas”, acrescenta Casimiro Nhussi.

“Nkala” é também uma homenagem a Moçambique e aos seus patrimónios culturais, assumindo-se como uma ponte musical para todos aqueles que encontram na dança um lugar de expressão, pertença e sentido. 

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Mia Couto regressa à literatura infantil com “As Sementes do Céu” https://zonatatica.com/2026/04/23/mia-couto-regressa-a-literatura-infantil-com-as-sementes-do-ceu/ https://zonatatica.com/2026/04/23/mia-couto-regressa-a-literatura-infantil-com-as-sementes-do-ceu/#respond Thu, 23 Apr 2026 11:33:56 +0000 https://zonatatica.com/2026/04/23/mia-couto-regressa-a-literatura-infantil-com-as-sementes-do-ceu/

“As Sementes do Céu” é o titulo do novo livro do escritor Mia Couto  a ser apresentado sábado, 13 de dezembro, às 10 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.

No livro que Mia Couto volta a escrever para a infância, conta com ilustrações de Susa Monteiro. Ele explora a relação entre o homem e a natureza, a importância da infância e o diálogo intergeracional.

A história é sobre um avô e neto que lamentam o desmatamento, refletindo sobre a vida que brota da terra e a necessidade de construir um mundo melhor, enraizado na memória e na esperança, pois a natureza é a própria vida.

Em nota da Fundação Fernando Leite Couto, resume que «Um dia, o avô espreitou pela janela e contemplou as montanhas. Deu um passo atrás, com as mãos no peito, como se lhe faltasse o ar. Apontou para o topo dos montes, lá onde vivia uma imensa floresta. Agora, restava apenas areia e pedra. Tinham cortado as árvores todas.»

O lançamento contará com uma leitura encenada do texto pelos actores Fernando Macamo e Nélia Gilberto, com posterior intervenção do autor e sessão de autógrafos.

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Moreira Chonguiça celebra no “Franco” 20 anos do álbum “The Journey vol.1” https://zonatatica.com/2026/04/23/moreira-chonguica-celebra-no-franco-20-anos-do-album-the-journey-vol-1/ https://zonatatica.com/2026/04/23/moreira-chonguica-celebra-no-franco-20-anos-do-album-the-journey-vol-1/#respond Thu, 23 Apr 2026 11:26:28 +0000 https://zonatatica.com/2026/04/23/moreira-chonguica-celebra-no-franco-20-anos-do-album-the-journey-vol-1/

Vinte anos após o lançamento inovador do seu premiado álbum de estreia “The Journey – The Moreira Project Vol.1”, o célebre saxofonista, compositor e embaixador cultural moçambicano, Moreira Chonguiça assinala este marco com uma edição especial em vinil do 20º aniversário e um concerto de celebração ao vivo no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) em Maputo na Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025 às 20 horas na Sala Grande.

Originalmente lançado a 19 de Novembro de 2005, no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) em Maputo, o álbum “The Journey Vol.1” marcou a chegada de uma nova e ousada voz no jazz africano – uma voz que fundiu na perfeição as ricas tradições rítmicas de Moçambique com a sofisticação do jazz global.

O álbum apresentou aos ouvintes o som distintivo e a visão de Moreira Chonguiça: uma linguagem de jazz africano virada para o futuro, enraizada na herança, colaboração e inovação.

 “The Journey Vol.1 foi a minha declaração de intenção – contar histórias africanas através do som e levar o jazz moçambicano ao mundo” diz Chonguiça. “Duas décadas depois, tenho orgulho em celebrar não só a música, mas também as amizades, as lições e as pontes culturais que construímos ao longo do caminho”

A edição especial em vinil – prensada em vinil de 180 gramas de alta qualidade na Alemanha, apresenta faixas recentemente remasterizadas e notas exclusivas que reflectem o início da carreira de Moreira Chonguiça, as suas influências e a evolução do seu som. O lançamento coincide com o 50º aniversário da independência de Moçambique, sublinhando a relevância duradoura do álbum como um símbolo de orgulho nacional e excelência artística.

O concerto de aniversário no Centro Cultural Franco-Moçambicano reunirá alguns membros da banda original do The Moreira Project vindos de Cape Town, África do Sul, juntamente com o seu actual grupo, oferecendo aos fãs uma noite inesquecível que une gerações de arte e talento musical.

Este marco é apoiado por parceiros de longa data de Moreira Chonguiça e amigos corporativos que o acompanharam nesta jornada – desde a vibrante comunidade de jazz da Cape Town, África do Sul, até ao próspero cenário cultural de Moçambique.

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VII Festival Internacional Poetas D’Alma anima Maputo com poesia e performance https://zonatatica.com/2026/04/23/vii-festival-internacional-poetas-dalma-anima-maputo-com-poesia-e-performance/ https://zonatatica.com/2026/04/23/vii-festival-internacional-poetas-dalma-anima-maputo-com-poesia-e-performance/#respond Thu, 23 Apr 2026 11:19:16 +0000 https://zonatatica.com/2026/04/23/vii-festival-internacional-poetas-dalma-anima-maputo-com-poesia-e-performance/

Maputo viveu, entre os dias 20 e 30 de novembro, uma verdadeira celebração da palavra e da arte. Durante onze dias, a capital moçambicana transformou-se num palco coletivo para o VII Festival Internacional de Poesia e Artes Performativas – Poetas D’Alma, realizado sob o lema “A Possibilidade de um Mundo Novo”.

O evento ocupou galerias, ruas, casas-museu e centros culturais, criando uma atmosfera vibrante que uniu artistas nacionais e internacionais em torno da poesia, da música e da performance. A abertura oficial aconteceu no Instituto Guimarães Rosa, na baixa da cidade, com uma exposição cuja curadoria é de Jorge Dias dedicada à Consciência Negra. “A arte não é um acessório da nação; é a sua respiração e a sua memória crítica”, destacou o curador.

A mostra homenageou figuras como José Craveirinha e Mia Couto, mas deu especial destaque às mulheres moçambicanas, símbolos de resistência e resiliência. Nesse contexto, a escritora Paulina Chiziane marcou o tom do festival ao afirmar: “Isto é a celebração da nossa ancestralidade. A poesia é a ferramenta para resgatar as vozes que a história quis apagar”.

O festival também promoveu encontros de proximidade com ícones da literatura moçambicana. Uma visita à residência de Paulina Chiziane foi descrita como um ritual íntimo de transmissão cultural. Já o encontro com Mia Couto, realizado num jardim, inspirou os participantes com palavras que se tornaram um verdadeiro lema: “Jovens, façam poesia e salvem o mundo”.

Com esta edição, o Poetas D’Alma consolidou-se como um dos mais importantes espaços de reflexão e criação artística em Moçambique, reafirmando a poesia como força transformadora e colectiva.

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Já são conhecidos os vencedores do Ngoma Moçambique 2025 https://zonatatica.com/2026/04/23/ja-sao-conhecidos-os-vencedores-do-ngoma-mocambique-2025/ https://zonatatica.com/2026/04/23/ja-sao-conhecidos-os-vencedores-do-ngoma-mocambique-2025/#respond Thu, 23 Apr 2026 11:12:02 +0000 https://zonatatica.com/2026/04/23/ja-sao-conhecidos-os-vencedores-do-ngoma-mocambique-2025/

Já são conhecidos os vencedores da trigésima sétima edição do Ngoma Moçambique 2025, a maior parada de música moçambicana, promovida pela Rádio Moçambique.

A Gala da Finalíssima teve lugar, na noite desta sexta-feira, na vila de Songo, em Tete.

Denise Saúte é a vencedora na categoria de Prémio Revelação Feminina e Vintani Nafasse vencedor da categoria Prémio Revelação Masculina.

Lena Bahúle é vencedora na categoria Melhor Voz Feminina, Arnaldo Manhice vencedor na categoria Melhor Voz Masculina.

Jonas Feliciano arrebatou o prémio Carreira 2025 e Vittó, vencedor da Canção Mais Votada.

O prémio mais alto foi para Nordino Chambal, vencedor da categoria Melhor Canção 2025.
A canção vencedora “Famba kwatsi” retrata o sentimento de um pai tomado por um aperto sentimental resultante do casamento da filha, assumindo o vazio que esta deixava, mas recomendando-lhe que honrasse o nome da família e do novo lar em que passava a integrar. (RM)

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Mozz & Beats celebra ritmos de Moçambique e Áustria https://zonatatica.com/2026/04/23/mozz-beats-celebra-ritmos-de-mocambique-e-austria/ https://zonatatica.com/2026/04/23/mozz-beats-celebra-ritmos-de-mocambique-e-austria/#respond Thu, 23 Apr 2026 05:42:59 +0000 https://zonatatica.com/mozz-beats-celebra-ritmos-de-mocambique-e-austria/

A Associação dos Músicos Moçambicanos, na cidade de Maputo, acolhe no próximo sábado, 13 de Dezembro de 2025, um encontro artístico que vai unir sons contemporâneos da Áustria e ritmos vibrantes de Moçambique. 

Designado “Mozz & Beats – Vibrações Austríacas em Moçambique”, o evento promete uma noite de música ao vivo, intercâmbio cultural e exibição de documentários que celebram ligações profundas entre os dois países. 

A iniciativa resulta de uma colaboração entre agentes culturais que, ao longo dos últimos anos, têm dinamizado projectos de produção artística nas províncias de Inhambane e Sofala, nomeadamente: o Studio Bom Dia, Centro Cultural Wagaya, Mango Sound Mozambique e a LD Filmes. O evento conta ainda com o apoio do Fórum Cultural Austríaco de Pretória / Embaixada da Áustria em Pretória.

Em termos de actuações, sobem ao palco os Timbila Muzimba, prestigiada orquestra moçambicana fundada em 1997, conhecida pela fusão entre o som tradicional da timbila — o emblemático xilofone de Zavala — e influências modernas como rap, reggae e jazz. 

Outro destaque da noite será Danny Ranks, activo desde 2002 e reconhecido pela sua presença firme na cena reggae. 

Está também programada a performance de João Marrime & Austro Far I. João Marrime, natural de Inhambane, é conhecido pelas suas actuações carismáticas, letras intensas e estilo vocal marcante, sendo uma figura central na ligação e dinamização de artistas da província.

Além da música ao vivo, o público poderá assistir a dois documentários que exploram a riqueza cultural moçambicana, noemadamente:  “Timbila”, um filme realizado ppr Andreas Scheibenreif, que aporesenta uma viagem pelo universo das orquestras de timbila em Zavala. 

Será igualmente exibido o documentário  “Bom Dia Inhambane”, de Falko Purner & Daniel Jarosch, que lança um olhar sobre a cena musical de Inhambane, acompanhando o trabalho do músico austríaco Roland Pickl, fundador do estúdio Bom Dia, que desde 2005 grava e produz projectos locais, fortalecendo a criação artística na região.

Refira-se que a Áustria mantém uma relação histórica de amizade e cooperação com Moçambique, e o evento “Mozz & Beats” é apresentado como mais um capítulo desse intercâmbio cultural. Para os organizadores, esta é uma oportunidade de celebrar a criatividade partilhada entre os dois países, reforçando pontes artísticas e promovendo novas colaborações.

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Moçambicanos em intercâmbio cultural no âmbito do projecto “Construindo com a Música” https://zonatatica.com/2026/04/22/mocambicanos-em-intercambio-cultural-no-ambito-do-projecto-construindo-com-a-musica/ https://zonatatica.com/2026/04/22/mocambicanos-em-intercambio-cultural-no-ambito-do-projecto-construindo-com-a-musica/#respond Wed, 22 Apr 2026 12:27:12 +0000 https://zonatatica.com/mocambicanos-em-intercambio-cultural-no-ambito-do-projecto-construindo-com-a-musica/

O sector cultural moçambicano está a ganhar novas dinâmicas além-fronteiras e dois jovens criadores estão a contribuir para essa expansão a partir de Itália. Genifa Nhacudime e Venâncio Bande Júnior encontram-se, desde Outubro, em Génova, a participar num intercâmbio de 45 dias integrado no projecto “Construindo com a Música”.

A iniciativa decorre em parceria com o Electropark, um festival italiano dedicado à música electrónica, às artes performativas e a projectos de experimentação artística. O programa é coordenado pela associação Forevergreen, que desde 2012 dinamiza actividades culturais em Génova e mantém colaborações com diversas instituições europeias.

Durante a estadia, os dois participantes têm tido contacto directo com áreas como produção, programação e gestão de eventos culturais, explorando de perto os bastidores de um dos festivais mais inovadores do panorama artístico italiano.

O intercâmbio inclui igualmente deslocações pedagógicas. Uma das mais marcantes levou Genifa e Venâncio à cidade de Budrio, conhecida como a “Cidade da Ocarina”. Ali visitaram o museu dedicado ao emblemático instrumento de cerâmica, contactaram com o património musical local e reuniram-se com a presidente da câmara, Debora Badiali, que partilhou a forma como o município gere o festival temático e o impacto cultural e económico que este gera na região.

A dupla visitou ainda Bolonha, onde explorou o Museu Internacional e Biblioteca da Música — uma instituição que preserva instrumentos raros, partituras históricas e um vasto acervo ligado à evolução da música ao longo dos séculos.

Mais do que um programa de formação, o projecto “Construindo com a Música” pretende criar pontes entre criadores, reforçar competências e promover a circulação cultural. Para Genifa e Venâncio, a experiência representa uma oportunidade de aprendizagem imersiva, troca de conhecimentos e descoberta artística.

Com este intercâmbio, Moçambique reforça a sua presença no cenário cultural internacional e os participantes preparam-se para regressar ao país com novas ideias, novas referências e novas melodias na bagagem.

O projecto Construindo com a Música é uma iniciativa conjunta do Ministério da Cultura e Turismo, a organização não-governamental AGAPE ONLUS da Itália, em parceria com Comune di Milano, Milano Música e Dispason Progetti Musicali, e financiado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS).

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Cantor e compositor jamaicano Jimmy Cliff morre aos 81 anos https://zonatatica.com/2026/04/21/cantor-e-compositor-jamaicano-jimmy-cliff-morre-aos-81-anos/ https://zonatatica.com/2026/04/21/cantor-e-compositor-jamaicano-jimmy-cliff-morre-aos-81-anos/#respond Tue, 21 Apr 2026 05:22:52 +0000 https://zonatatica.com/cantor-e-compositor-jamaicano-jimmy-cliff-morre-aos-81-anos/

O cantor e compositor jamaicano Jimmy Cliff morreu aos 81 anos.
A informação foi divulgada pela conta oficial do artista nas redes sociais nesta segunda-feira (24). Jimmy foi um dos principais responsáveis pela popularização do reggae no cenário internacional.

O post assinado pela esposa dele, Latifa, afirma que o cantor morreu em decorrência de uma convulsão seguida de pneumonia.

“É com profunda tristeza que compartilho a notícia de que meu marido, Jimmy Cliff, faleceu devido a uma convulsão seguida de pneumonia. Sou grata à sua família, amigos, colegas artistas e colegas de trabalho que compartilharam sua jornada com ele. A todos os seus fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi a força dele durante toda a sua carreira. Ele realmente apreciava o carinho de cada um dos fãs. Jimmy, meu querido, que você descanse em paz. Seguirei seus desejos. Espero que todos respeitem nossa privacidade neste momento difícil. Mais informações serão fornecidas posteriormente. Até logo, lenda. Latifa, Lilty e Aken”, disse no post.

Jimmy Cliff era considerado um dos pioneiros do reggae e responsável por levar o género ao cenário internacional.

A carreira na música começou aos 14 anos de idade.

O primeiro sucesso foi a canção “Hurricane Hattie”, no início da década de 1960. Cliff também estrelou no cinema. O filme The Harder They Come, de 1972, ajudou a popularizar o reggae pelo mundo, tornando Jimmy Cliff famoso internacionalmente

Ele ganhou dois Grammy, com Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012), esse último também apareceu na lista dos “50 Melhores Álbuns de 2012” da Rolling Stones. (RM)

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